Olivia, minha pequena
Que suas noites sejam frias e serenas
Que o calor venha dos braços do seu amor
Que os pensamentos fluam de uma forma intensa
O beijo seja terno, voraz, quente
Que a língua seja doce, quase inocente
Seus dedos entre os meus
Seu corpo arrepiado, frio, suando
Entre amor e prazer, sussurrando
Tu em minhas mãos
Minhas mãos em ti
Teu perfume em meu corpo, paixão!
Tua alma em mim, pude sentir
Olivia, minha pequena
O que me destes
Demais já o tivestes
E nada lhe dei
Alem do que não soubestes
Enquanto o pequeno cisnei
Corre em encontro ao seu fim
Nossas línguas provam da perfeição
Uma única, eterna e última vez
Olívia, minha pequena
Em uma única noite, você foi minha para sempre, eterna
Em um único dia, você se foi sem espera
Dando-me um golpe mortal e certeiro, impossível reagir
Nada restou-me fazer a não ser sentí-lo e apenas cair
Não era sonho ou pesadelo
Alucinação ou devaneio
Era real, mais real do que eu mesmo
Agora é o fim, acabou!
Sem chance alguma de recomeço
Olivia, minha pequena
Que as palavras não sejam vazias
Que todo o amor te traga alegria
Que as mãos dele encaixem nas suas
Como uma vez as suas encaixaram nas minhas
A lágrima que ousar rolar sua face
Que seja da mais verdadeira felicidade
Olivia, minha pequena
Que seja incondicional, absoluto e eterno
Que seja verdadeiro, simples e belo
Mais forte que a morte
Destino completo, livre da sorte
Que suas trevas não o afastem
Que os seus medos não o torne covarde
Que sua fúria não o enfraqueça
Que o seu silêncio não o enlouqueça
Olivia, minha pequena
Que suas noites sejam frias e serenas
Enquanto eu...
Eu serei o medo vencido
O salto ao abismo
A cura, o vício
O mar frio e vazio
escuro e sozinho
Olívia, minha pequena
Viva enquanto bate seu coração
Pois meu amor já está em uma proporção
Que não suporta mais vê-la sem mim
Não quero que mais o veja
Arrancar-te-ei os olhos para que então o esqueça
Não quero que mais o toque
Arrancar-te-ei os braços para que então somente a mim chame
Não quero que fujas de mim jamais
Arrancar-te-ei as pernas e não correrás mais
Não quero que mais o ame
Arrancar-te-ei o coração
E se ainda assim não me amares
Que morra eu, então!
Pois Olivia, minha pequena
De todo o toque que um dia ganharás
De todo o amor que um dia receberás
Nenhum jamais igual ao meu será
Nenhum tão imutável
Tão forte, imortal
Nenhum tão incomparável
Tão puro, incondicional
Intenso, inocente
Doce, quente
Minha pequena, nenhum jamais se equiparará
De nenhum deles o meu será.
By : Maria Eduarda Souza e Souza